Como um ambiente livre de estresse influencia na qualidade da carne suína
- marketing38005
- 9 de jul.
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de jul.
A qualidade da carne suína não depende exclusivamente da genética ou da alimentação dos animais. O ambiente em que os suínos vivem ao longo de toda sua vida é um dos fatores mais determinantes para o resultado final da carne que chega ao consumidor. Quando expostos a situações estressantes, como temperaturas extremas, ruídos constantes, manejo inadequado ou superlotação, os animais entram em estado de alerta fisiológico. Isso ativa a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina, que alteram o metabolismo muscular e impactam diretamente a qualidade da carne. Um dos efeitos mais evidentes é a redução das reservas de glicogênio muscular, substância essencial para a conversão em ácido lático após o abate, responsável por regular o pH da carne. A escassez de glicogênio ou a queda muito rápida do pH resultam em alterações que comprometem a qualidade do produto, como a carne PSE (pálida, flácida e exsudativa) ou DFD (escura, firme e seca). Essas condições não afetam apenas o aspecto visual da carne, mas também sua textura, suculência, capacidade de retenção de água e vida útil. Em outras palavras, o estresse pré-abate e o manejo inadequado durante a vida do animal estão entre os principais vilões na perda de qualidade da carne suína.
Na Frivatti Genetic, entendemos que o bem-estar animal não é apenas uma exigência ética, mas uma condição essencial para a eficiência produtiva e para a excelência do produto final. Por isso, cada etapa do processo, desde a seleção genética até o ambiente físico em que os animais são criados, é pensada para reduzir os estímulos estressores e promover um desenvolvimento saudável e equilibrado. Selecionamos matrizes com características comportamentais mais dóceis e adaptáveis, o que favorece a criação em grupo e reduz comportamentos agressivos ou reativos. As instalações são projetadas com atenção ao conforto térmico, ventilação, iluminação adequada e espaço suficiente para que os animais expressem comportamentos naturais. Além disso, adotamos práticas de manejo calmo e previsível, com equipes treinadas para lidar com os suínos de forma respeitosa e técnica, evitando movimentações bruscas e ruídos excessivos que possam gerar medo ou agitação. O enriquecimento ambiental, quando possível, também é utilizado como ferramenta para reduzir o tédio e estimular o bem-estar psicológico dos animais.
Essas práticas resultam em ganhos expressivos em todas as fases da produção: suínos mais tranquilos apresentam maior ganho de peso diário, melhor conversão alimentar, menor taxa de mortalidade e menos lesões, além de exigirem menos intervenções medicamentosas. Mais do que isso, a carne oriunda desses animais apresenta pH mais estável, coloração uniforme, melhor textura e maior capacidade de reter água, o que garante uma experiência sensorial superior ao consumidor e agrega valor comercial ao produto. Na Frivatti Genetic, acreditamos que qualidade não é resultado do acaso, mas sim da soma entre genética, ambiente e manejo. Um suíno saudável, calmo e bem tratado ao longo de sua vida entrega uma carne mais nobre, segura e valorizada. Por isso, reforçamos diariamente o nosso compromisso com o bem-estar animal, entendendo que ele é a base de uma cadeia produtiva ética, sustentável e tecnicamente superior. A carne Frivatti começa com ciência, respeito e responsabilidade e cada corte carrega o reflexo desse cuidado.









Comentários